Doença inflamatória intestinal: o que você pode fazer


O que é doença inflamatória intestinal?

A doença inflamatória intestinal é uma condição em que o sistema de defesa do corpo provoca uma inflamação crônica no intestino. Essa condição não implica viver em constante crise; existem períodos de remissão, quando a inflamação e os sintomas são controlados, mesmo que isso não signifique a cura completa. As duas principais formas dessa doença são a retocolite ulcerativa, que afeta o intestino grosso e o reto, e a doença de Crohn, que pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal e até camadas mais profundas.

Quais sinais merecem atenção?

Alguns sintomas devem ser observados com atenção, como a urgência para ir ao banheiro, particularmente quando acompanhada de diarreia persistente, sangue ou muco e cólicas. Outros sinais incluem cansaço extremo, falta de apetite e perda de peso. É importante notar que a inflamação também pode manifestar-se em outras partes do corpo, como articulações e pele. Com frequência, a doença inflamatória intestinal é diagnosticada em adolescentes e adultos jovens, e nos casos mais severos pode resultar em febre, anemia e distensão abdominal.

O que muda com a doença inflamatória intestinal controlada?

O tratamento tem como objetivo controlar a inflamação e manter a remissão dos sintomas. Após um diagnóstico, cabe ao médico a escolha dos exames e dos medicamentos adequados. Quando os sintomas estão sob controle, a dependência do banheiro se reduz, permitindo mais liberdade nas atividades do dia a dia. Aspectos como sono e estresse também são relevantes, pois estão interligados ao aumento de sintomas. Melhorar a qualidade do sono e reduzir o estresse pode contribuir para uma melhor qualidade de vida, embora não cure a inflamação em si.

Enviar pelo WhatsApp compartilhe no WhatsApp

doença inflamatória intestinal

Como cuidar da doença inflamatória intestinal no dia a dia?

Para gerir a doença inflamatória intestinal, é importante acompanhar as mudanças na rotina e levar essas informações ao médico. O registro deve incluir:

  • As alterações nas evacuações, dores e cansaço, com a data em que ocorreram.
  • Discussões sobre a dieta e ajustes necessários com a equipe de saúde, que podem variar entre períodos de crise e remissão.
  • A observação da qualidade do sono e do estresse, incluindo interrupções no sono causadas pelo desconforto.
  • A implementação de atividades físicas de acordo com a orientação profissional, respeitando o estado atual de saúde.
  • A busca de apoio para abandonar o tabagismo, já que o tabaco pode agravar a doença de Crohn.

Esses registros ajudam o médico a entender como a condição está afetando o paciente entre as consultas. É crucial não alterar a dieta ou a medicação sem orientação médica.


Crise e remissão pedem os mesmos cuidados?

Os cuidados em relação à alimentação devem ser adaptados conforme a fase da doença. Durante as crises, pode ser recomendado um consumo reduzido de fibras e alimentos de maior resíduo, enquanto, na remissão, gradualmente, os vegetais podem ser reintroduzidos conforme a tolerância do paciente. A orientação recebida em uma fase da doença não deve ser considerada uma proibição permanente; o acompanhamento contínuo é fundamental para ajustar o tratamento.

📂 Vida Saudável